15 de Junho de 2019
Ribeirão Preto - SP

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‘Pais e Filhos’ é muito mais que uma letra de rock

‘Pais e Filhos’ é muito mais que uma letra de rock

Uma das canções mais populares da Legião Urbana é “Pais e Filhos”. Se nos versos de Renato Russo, muitas vezes os filhos não entendem os pais em seus relacionamentos, quando o assunto é gosto musical, o rock é um grande ponto de encontro de gerações. E no João Rock não poderia ser diferente. Ao longo de sua história, o festival já presenciou reuniões memoráveis, como as de Caetano Veloso e seus filhos, Moreno, Zeca e Tom; Gilberto e Bem Gil; e Marcelo D2 e o herdeiro, Sain KTT.

 
(Marcelo D2 e Sain KTT dividindo o palco no João Rock 2019)

Mas não é apenas no palco que rolam estes encontros em família. No meio da galera, é só dar uma olhada para os lados para ver que rock’n roll é diversão para pais e filhos de todas as idades. Na primeira edição do festival, em 2002, o empresário Luciano Ramalho levou a filha, Carolina, para curtir os shows de Titãs, Ira! e CPM 22. De lá para cá, já foram quatro edições do João Rock junto de Carol e também de sua outra filha, Luciana.

“O primeiro show da vida delas foi um do Skank, em 1998. Daí pra frente não paramos mais de ir a shows. Na criação delas, todas as atividades contavam com músicas, inclusive música na vitrola, com discos de vinil, mantendo viva essa tradição que é muito forte na nossa família”, explica Luciano, 55 anos. “Elas cresceram escutando Paralamas, Legião, Capital Inicial, Alceu Valença, entre outros, e poder dividir essa nossa paixão pela música em um ambiente como o João Rock é indescritível”, completa.

E qual é o sentimento de ir para o rolê acompanhada do pai? “Pra mim é a melhor sensação! Meu pai é meu melhor amigo e poder estar com ele no João Rock, curtir os shows das bandas que ele me apresentou durante minha infância, não tem explicação”, garante a publicitária Carolina Ramalho, 27 anos.

 
(Gilberto Gil e Bem Gil / Caetano Veloso, Zeca Veloso, Tom Veloso e Moreno Veloso - João Rock 2018)

Mas não pense que o rock é uma via de mão única. A troca de experiências é fundamental para o estilo manter-se sempre vivo. “Da mesma forma que eu introduzi a elas alguns dos nossos maiores representantes da música brasileira, elas me mostram muita coisa boa que vem surgindo por aí, como o Djonga, Rincon Sapiência e o próprio Natiruts, que já vem de uma época diferente da minha. Essa troca é fundamental para a reciclagem da música brasileira”, diz Luciano. E a filha concorda: “Hoje em dia, sempre que vejo algo novo que sei que ele vai curtir, eu mando pra ele ou coloco pra ele escutar quando estamos juntos”, revela Carolina. “Em um aplicativo de música tenho até uma playlist com o nome "Pai", que tem grandes clássicos da música e vou adicionando tudo de novo que eu acho que ele vai curtir, aí quando nos encontramos, eu coloco essa playlist e não tem erro, curtimos juntos!”, finaliza.

 Conteúdo produzido por Ângelo Davanço 

 

 

 

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